[LIVRO] A Garota no Trem

A Garota no Trem
Autora: Paula Hawkins
Editora: Record
Páginas: 378
Onde comprar: AmazonSubmarino  
 Todas as manhãs Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio de galpões, caixas d'água, pontes e aconchegantes casas. Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho, e é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes - a quem chama de Jess e Jason -, Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que Jess - na verdade Megan - está desaparecida. Sem conseguir se manter alheia a situação, ela vai até a polícia e conta o que viu. E acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida de todos os envolvidos.


  Rachel é alcoólatra e esse vício, cada vez pior com o passar do tempo e após várias tentativas frustradas de engravidar, leva tudo que ela tem na vida: seu marido, sua casa, seu emprego e sua dignidade. Em suas viagens diárias de trem a caminho do trabalho (e depois apenas para fingir que ainda trabalha), ela costuma observar sua antiga casa e também um jovem casal da vizinhança, pelo qual cria uma espécie de obsessão. Para Rachel, aquele é um casal perfeito, que representa toda felicidade da qual foi privada após a separação. Ela cria fantasias a respeito da vida de Megan e Scott (para ela, Jess e Jason) e fica chocada no dia que visualiza uma cena "suspeita".
Minha cabeça está repleta de sons, minha boca, repleta de sangue. - Pág. 354 -
Imagem: Aquarela de Patrick Pichon
  O livro é escrito em primeira pessoa, alternando os capítulos entre a visão das três mulheres principais da história: Rachel, Megan e Anna, atual esposa do ex marido de Rachel. Essas três mulheres não poderiam ser mais diferentes entre si. Enquanto Rachel é fraca e cheia de auto-comiseração, Megan é irrequieta e não consegue sentir-se satisfeita ou feliz num relacionamento sólido. Mais tarde, descobrimos que ela carrega um grande trauma que pode ter influenciado em sua decisões no presente e me fez enxergá-la com outros olhos. Anna é a típica mulher que gosta de ser "a Outra" e se orgulha de ter sido promovida a categoria de esposa, apesar de sentir falta dos tempos de aventura com o marido alheio. Mesmo possuindo uma família aparentemente perfeita, vive apreensiva pela constante presença de Rachel em suas vidas.
Eu gostava de ser a outra. Adorava, na verdade. Nunca me senti culpada, só fingia sentir (...) ser a outra é muito excitante, não há como negar: é por você que ele não consegue ser fiel à esposa, embora a ame. Você é assim, irresistível. - Pág. 274 -
O completo descontrole de Rachel, misturado à expectativa de desvendar um possível crime, criam um clima de tensão ao longo da narrativa, porém, ao me familiarizar mais com a protagonista, comecei a achá-la extremamente chata e sem um pingo de amor próprio ou qualquer esforço para melhorar ou simplesmente mudar sua situação. Além do mais, a "cena chocante" citada na sinopse do livro e que cria tanta expectativa, acaba se revelando uma coisa tão... tão... INÚTIL e corriqueira que me deixou levemente revoltada! Hahahahah. Na verdade, o choque da cena fica por conta da mente delirante de Rachel que adora criar histórias mirabolantes.
Viver assim, como vivo hoje, é mais difícil no verão, quando o dia é mais longo e o abrigo da escuridão da noite é curto, quando há tanta gente na rua, a felicidade estampada no rosto. Isso é tão cansativo, e deixa a gente se sentindo mal por não fazer parte daquilo. - Pág. 13 -
  Fora isso, lá pela metade da história, já "matei" a charada do livro, o que me decepcionou um pouco, mas Paula Hawkins conseguiu manter o ritmo e me levar até o final, quando Rachel, finalmente, demonstra alguma força. Trata-se de uma leitura rápida e, apesar de recheada de clichês, eu recomendo! A trama, apesar de algumas falhas, é super empolgante.


  Ah, pra quem ainda não sabe, esse thriller virou filme e estreia dia 24 de novembro, com Emily Blunt no papel principal. Achei o trailer bem legal, confira aí embaixo!


 
  Por hoje é só. Beijos e até mais!

9 comentários:

  1. Oiiii! Eu Adorei esse livro, gostei bastante do enredo e estou louca pelo filme. Gostei muito da sua resenha também, e concordo com você na parte da cena que diz na sinopse, pensei que fosse algo mais arrebatador kkkk mas o livro é muito empolgante!

    *Beijokas -Hellen Barros.

    www.apenasgiz.com.br

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    1. O livro é muito empolgante mesmo, mas não é aquela coisa UAAAAAU que imaginamos ao ler a sinopse, né? Hahaha

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  2. Faz um tempinho que coloquei esse livro na minha wishlist, primeiramente por causa da capa, mas depois eu li algumas resenhas e achei que valia a pena. A sua ficou ótima. Ainda não o li, mas pretendo, assim que o vestibular passar, hahaha.
    Não tinha visto o trailer do filme, parece que vai ser bom!
    Beijos, Fê! :)

    (o link do blog novo: diarizar.wordpress.com)

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    1. corrigindo... é diarizar.blogspot.com

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    2. Eu ainda não tive oportunidade de assistir o filme, mas amigas minhas assistiram e disseram ser muito bom e fiel ao livro!
      Beijos!

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  3. Oi Fê, boa noitinha!

    Já tinha ouvido falar sobre o filme, mas nem me atentei ao fato dele ser baseado no livro. Lendo a resenha, me identifiquei um pouco com a personagem porque, às vezes, eu me pego inventando histórias sobre a vida alheia e olha, os trens são ótimos para isso.

    Ahh, indiquei você a uma TAG lá no Cafofo. Vou deixar o link aqui.

    Beijocas,
    Reebeca Grauer, O Cafofo Literário.

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  4. Pretendo assistir ao filme. Com relação ao livro fiquei um pouco sem vontade de ler porque não achei a história tão interessante assim. Fiquei com receio de acabar não me pretendo a história.
    Beijos
    https://recolhendopalavras.blogspot.com.br/

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